segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tirando o pó

Cofcof cofcof


Aqui vai mais uma de minha valentia:



Valente


Certo de estar
atraente

vivo e forte
a força
somente

sábado, 19 de setembro de 2009

As chaves da prisão

Um pouco do teu caráter é
mau; fecha os olhos vaidoso;
puxa a venda;
decide não pertencer
a conhecer o mais negro porvir
É covarde e vai embora
sem se despedir.

A juventude que te é roubada
por quem havia de proteger
É vã, foi há tempos promessa.

Esta chaga que te adoece
cava um poço e atola na lama
faz-te penar à guisa de carma
inveja a luz que já foi tua arma!

Busca refúgio, como se fosse culpado
de um crime imaginário

Te mandam recados escandalizados
Te chamam de otário
Tudo em nome do amor
Foge de casa e esquece
a panela vazia
e a mulher que termina o seu dia
com ar de concubina

Faz tempo que se foi
Meu belo beija-flor
Não voltou mais
Preciso do teu mel
pras amarguras da vida, sim senhor

Faze loucuras tardias
Devaneio, ilusão
Atitude de perdedor
Te perguntei quais são
os sonhos que te fazem assim...
Sem as chaves da prisão
o mundo se fez em mim

sábado, 12 de setembro de 2009

Compulsion

One of my poems in English...

Compulsion


Your movement
it trapped my eyes in such a way

I can't help you but with a gaze
sneak into your clothes' maze
thoroughly examine
your dorsal spine

and touch the perfection
with the dorso of my hands
I'd rather have a clutch
but you'd rather let me slip
my fingernails tickling your ribs
With a twitch
I reveal myself
and we laugh
instead.

I'm addicted somehow
to your scent
such sweet tainting my senses

I slide hands down below the navel
while muttering hypnotic words
that eventually lead to the point
not letting this end in such vulgar terms
and I sense your respiration
this female hallucination,
I felt something sudden
maybe a sound of frighten
rebelling under my arms
and the drops of sweat
a cascading ballet of
my fainting chocolate
due to the efforts of love

Finished the wild dance
decorated with a trance
with hairs revolt as we could fly

Compulsion
nonstop as life passing by.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Morte da Menina

a morte sem nexo
chama atenção
desponta a fama
do mais ilustre ladrão

as pessoas
fingem que valeu a pena
tanta agonia e toda a espera
todo este drama
e depois, sopa e cama.

observe e chore
pelos longos cabelos
ontem mesmo sedosos
causa pena sua sorte

se ao menos a sua morte
acalmasse essa horda
por ora ainda lhe invejo
morrer tão fina
escapar da rotina

o capricho perigoso
traiçoeiro
escondido sob fantasia
de criança

dormíamos inquietos
porque afinal, sucedeu-se trágico
o desfecho único
transformou-se em romance!

e este jovem sandeu
como muitos outros por aí (que conheço)
disposto a fazer tudo
em nome de Deus e do Mundo
segurem este demônio
é Maldito, fujam!

ares de vítima
atormentada
sua sanidade não me interessa

é aterradora
a dúvida que me resta.

.

E todos voltam as faces
Em sua efígie
erigida na ala mais nobre
da necrópole
inscrições e epitáfios
cada quais mais pífios
os pais que amam seus filhos
não sucumbem a caprichos

o homem clama por justiça
reza-se a missa
por baixo dos panos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Quatro Poemas de Amor

Amorbjeto

No quesito beijo
Sua mão treme louca
Feito pudim de leite moça

Exultante
Descubro que você
Pertence aos seus pertences


Amorróidas

Com respeito ao título fascino
A rigidez de seus côncavos

Nosso amor sempre foi
Um pouco apimentado
Talvez demais...


Amor sem Fim

Amor, Eu, amante
Amei-te sempre o quanto quis
Amei-te eternamente
Amei debaixo do teu nariz

Amargor

Amor sempre ao seu dispor
Amar um pouco de valor
Amar, cuidado com o Amor
Amaro pode ser amar.

sábado, 11 de outubro de 2008

hallucinogenas

Hallucinogenas


Posso ver em seu olhar
O monstro que machuca gente
Sem um momento de paz
Confusão e indecisão
Pobre valentão
Sem dó, exigente.

Mãe amada

Recomeçou
Repetirei mais uma vez
Seu mundo – meu mundo
O suplício da indecisão
Decisão atroz, incompetente
Incompletude inadimplente
Estado de desânimo
Uma loteria, uma lástima
Esta espada, o amargor.

Não guardo remorso

Posso enxergar e não posso ler
Posso andar e não posso mover-me
Afundado na cama, os escombros
O grito da alma mutilada
Ecoa na folha de poesias

Pelo que eu fiz

Visito o exílio
Simpático, esboça riso.

Já é mais do que tarde

Ventos do exílio
Curvam-se, polêmicos
Dobram palmeiras, araucárias
Ingazeiros, Flamboyants e Ipês
Verde à mercê

Para voltar atrás

À força engastado
Em campos belicosos
Carniças ardem com o fogo
Que a ira ateou
Os ventos do exílio levam
Devagarzinho

O Sombrio Lamento
Que seja capaz de semear a tristeza
Que congela a vingança
A que horas virá?
Sempre esperei por ela
Quando todos que encontrei
Esqueci de quem devia lembrar
E procurar, o que mais?
Faltam os remédios!
...eles me divertem...
Liquidam as sensações.

Eles vão

Nada restou, apenas uma história sem mãe
E a dor desta noite punge
Dizendo maliciosa:
“Tome um banho de sangue”
E a vingança charmosa
Chamusca o peito do jovem refinado
Fumegando a dor do exílio
De suas próprias lembranças
Eu esquecerei de quem procuro
Mamãe por favor, me ajude
Não a verei mais

Um por um

Tenho pouco tempo
Antes de dormir a ilusão dos séculos
Onde corpos jazem em receptáculos minúsculos

Comida dos cães

Bebi seu sangue, comi seu corpo!
E minhas lágrimas ainda não secaram!
Embrulharam-me o estômago.

Seus olhos

Quando
As outras víboras lhe levarem
Cave seu túmulo
Já não intercederei mais

Seus pálidos olhos frios

Despojado do próprio rosto
Por sua vontade cometi seus melhores erros
Todos que encontro ouviram seus lamentos
Através do vento do exílio
Ignorando as lembranças do passado amargo
Arrancaram-me da pele pesada chaga

Todas as crianças

Vomitei seu vômito e ingeri sua bílis
Mas ainda esqueço o teu nome
Nome de salvador
Recordar-me de sua face, nem nos sonhos

Por sua glória

Cuidado com sua própria virtude
Tombam as máscaras, deitam por terra os medos
Mas o calafrio ainda persiste no lamento
Aquele vento vivo,
Que dobra as árvores

Devagar marcham

Em fuga desconhecido
Descontrolado
Mordi seu braço
Andei sozinho
Tentando ao máximo não esquecer
De quem eu era

Para a morte

Quem, por estas chamas
Por capricho do precipício
Puxou-me do salto
De planar rasante

Todas as suas crianças

Preferi não consolar a morte
Mas estão me privando
Da consciência
As complicações e falta de sossego
Dores de cabeça
...minhas amigas

Perderam-se

Faltam remédios
--- esqueci de seu rosto mais uma vez
Olhe por onde anda

O grito da alma ensandecida
Rasgou a goela do tempo
Faz pingar o escarlate
Do passado
Calcinado

Pois vai perder-se também

As pessoas apavoram, e olham
E não estão mais aqui
Mas sinta! Os gritos ainda ecoam
É melhor aproveitar
E concordar a sofrer as conseqüências
Faltam remédios, sim, faltam remédios
E o suplício ainda não decide a angústia
À primeira vista pode faltar amor

e os grilhões invocam a dor

Faltam remédios, e eu suplico ao grito
Levante meu vento!

Não há mais

Fingir problemas que não comigo
Nadar no rio onde desovam peixes triviais
Camões entulha-me de superficiais
Vil contratempo
É Contra o vento

tempo

Choca meu lamento
Através dos tempos
Chega ao destino
E desafina

Não há mais

Se há uma coisa que não admito
É desarmonia

tempo

Espatifa-se – tiraram-me a voz
Sobrou o murmúrio das árvores
Que dobraram o vento

Vejo coisas

Estou no comando
Segurando
Todas as cordas
Dos movimentos das marionetes
Dos perdedores
Em suas mãos de assassino
Que não se cansa de prejulgar
E cometer sacrifícios ousados
Porque o grito que alerta a alma Que já perdeu tudo
Ainda te causa dor

demais

Mas não fique preocupado, apenas deixe-me daqui sair
Ouve este sussurro? Para além do verde distante e pálido
Merece um outro olhar
Eu digo – isso é bloqueio
Uma perversidade
Deles, que estão por toda a parte
Vigiando os sentimentos e rendendo toda gente

Vejo coisas

Exilaram meus movimentos
Momentos partiram-se em pedaços
Cansado, dormi em seus braços.

Demais.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

poema sobre a experiência

encontra-se claro sob a névoa
o amado leito de morte
decorado com algodão-doce
e atroz bílis, o açoite;
estende seus lençóis, garras
ágeis e senis

Na face, de lado a outro
risca altivo, um esgar
brota mais sorrisos frios
tão distantes deste débil
vestindo trapos de Brasil.